quarta-feira, 5 de junho de 2013

As crianças deveriam ser transportadas em veículos especiais, assim como está especificado em contrato

Mais um ônibus que realiza transporte de alunos em escolas municipais de Uberaba foi apreendido pelo departamento de Fiscalização da Settrans em parceria com a Guarda Municipal. O fato aconteceu com outro ônibus da empresa Lider Coletivos, que, na ocasião, estava transportando crianças especiais e cadeirantes da Escola Municipal Uberaba para a Fundaesp. 

Segundo Gorete Elias, que estava no local durante a fiscalização, foi possível ver que as crianças estavam amarradas com cordas e não com cinto de segurança como determina o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). “Eu estava transportando as crianças da minha responsabilidade e, ao chegar à escola para entregá-las, vi aquela situação dos alunos especiais sendo transportados e segurados com cordas. No momento da apreensão do veículo, ninguém da empresa atendia o motorista. Eu e uma mãe de outro aluno realizamos o transporte dos alunos até a Fundesp”, afirmou. 

Segundo o coordenador de Trânsito da Guarda Municipal, Lourenço, a apreensão do veículo irregular foi feita pelos fiscais do departamento de transporte da Settrans e a GM proferiu todos os procedimentos dentro da legalidade da ação. “Esse trabalho foi efetivado com o apoio do departamento de transportes especiais, que realizou a apreensão do veículo, o qual foi encaminhado ao pátio do Detran, onde permanecerá até que seja regularizado e adequado”, declarou o guarda municipal, acrescentando ainda que o veículo estava totalmente irregular. 

De acordo com o departamento de comunicação da Prefeitura Municipal de Uberaba (PMU), o prefeito Paulo Piau ficou extremamente irritado com a situação e determinou a abertura de sindicância para apurar a irregularidade e irresponsabilidade da empresa. O objetivo é punir os responsáveis. Segundo a secretária de Desenvolvimento Social (Seds), Ângela Dib, a empresa deve cumprir todas as determinações impostas em contrato. “A Prefeitura paga para ser atendida, para que o transporte das pessoas seja o correto, portanto, não vamos admitir esse tipo de falha. Nesse caso, somos tão vítimas quanto as pessoas que estavam sendo transportadas de maneira irregular”, esclareceu Dib. Vale destacar que a reportagem do JORNAL DE UBERABA (JU) entrou em contato com o gerente da empresa de transportes Lider Coletivos, André Campos, mas ele não se encontrava na empresa.

Outras apreensões - Outros casos foram publicados pelo JU envolvendo ônibus da empresa Lider Coletivos, também contratados pela Prefeitura Municipal de Uberaba. O último caso envolveu quatro ônibus que estavam transportando alunos da rede municipal de ensino.  

Durante a abordagem, foi possível verificar que os veículos estavam levando passageiros escolares sem portar documentação de trânsito expedida pelo município. Em um dos veículos, foi possível verificar ainda que a placa estava ilegível e, em outra situação, nem a faixa de identificação do transporte escolar estava afixada. Além de todas as irregularidades encontradas, nenhum possuía cinto de segurança, assim como o apreendido ontem.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Cadeirante reclama de falta de acessibilidade em caixas eletrônicos


Na tarde de ontem (5), o ativista dos direitos das pessoas com deficiência, Israel Garcêz, procurou o JU, relatando a dificuldade que enfrenta quando precisa utilizar os terminais eletrônicos do Banco do Brasil.

Cliente há pouco tempo, Garcez relata que, ao realizar qualquer procedimento no caixa, é necessário se apoiar no braço da cadeira de rodas, o que gera muito insegurança. “A máquina é alta e existe o risco de queda. Sem falar que, quando vou sacar dinheiro, torna-se mais perigoso, pois, quem está atrás de mim consegue visualizar tudo o que eu faço”, declarou. 



Israel relatou também que procedimentos que poderiam ser realizados no terminal, como pagamento de contas, ficam totalmente impossíveis. “Quando preciso pagar contas, a situação piora, porque é necessário ficar mais tempo apoiado e correndo o risco de cair. Então, eu acabo indo direto até a boca do caixa”, ressaltou. O cadeirante afirmou que, quando foi abrir a conta, informou o gerente de contas sobre a dificuldade encontrada, e ele garantiu que os problemas seriam resolvidos.

Após o relato do deficiente, a reportagem do JU entrou em contato com a gerência do Banco do Brasil, que, posteriormente, retornou a ligação. De acordo com o gerente-geral da agência central, Rogério Aguiar, a situação será encaminhada e um contato será feito para solucionar o problema o quanto antes.
Israel afirmou ainda que já passou por vários problemas que envolvem a acessibilidade em Uberaba e que muitos pedidos nem ao menos saíram do papel.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Motoristas de transporte coletivo passam por treinamento


A Prefeitura Municipal de Uberaba, através da Superintendência de Trânsito e Transporte, acompanhou o treinamento realizado pela viação Piracicabana para que seus motoristas possam ter uma percepção maior da situação das pessoas em cadeiras de rodas.

Durante o treinamento, os motoristas, usando uma cadeira de rodas, tiveram que usar o elevador para subir no ônibus. Com isso, eles puderam compreender melhor as dificuldades encontradas pelos cadeirantes que são usuários do transporte coletivo no dia a dia.

O treinamento aconteceu na tarde de ontem (4), na praça Pôr do Sol, bairro Olinda. O motorista Itamar Furtado de Oliveira reconheceu que a situação do cadeirante é muito mais difícil do que ele imaginava e que vai se lembrar disso nas próximas vezes em que atender a um cadeirante. Essa medida se estenderá também à empresa Lider Transportes, segundo o superintendente de Trânsito e Transporte Claudinei Nunes. “A Prefeitura vai incentivar ações como essa, não só para benefício dos cadeirantes, mas, também para qualquer portador de necessidades especiais, seja visual, auditiva, física ou outra. De forma que possamos sanar os problemas de acessibilidade”, relatou.

O superintendente acrescentou: “É necessário que os motoristas respeitem e não estacionem nos pontos de ônibus devidamente sinalizados, pois isso impossibilita que o motorista faça uma parada de forma segura e mais confortável para o cadeirante”.

O cadeirante e usuário do transporte coletivo Israel Garcêz esteve presente e conversou com os motoristas, expondo as dificuldades encontradas por ele. Os motoristas também aproveitaram para fazer questionamentos a Israel sobre a forma adequada de agirem em situações diversas. “Esse treinamento é muito importante, principalmente porque alguns motoristas ainda acham que é um transtorno lidar com alguém em uma cadeira de rodas. Hoje, está mais raro acontecer, mas ainda tem aqueles motoristas que não param no ponto ou que dão a desculpa de que o elevador não está funcionando para não ter que lidar com o tempo que se gasta para colocar um cadeirante no ônibus”, finalizou Israel.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

O marketing da acessibilidade: certo ou errado?


Dia desses, eu estava pesquisando um tema para o blog e me deparei com um artigo da arquiteta Elisa Prado. Ela chamava atenção para shoppings e estabelecimentos que têm usado a acessibilidade como estratégia de marketing.
Ela argumenta que a acessibilidade está na moda e como toda moda, corre o risco de passar e isso não pode acontecer. A arquiteta também ressalta que acessibilidade não pode ser um “diferencial” dos estabelecimentos comerciais.

A preocupação de Elisa Prado é recorrente. Também tenho visto isso acontecer bastante. Sempre digo que acessibilidade é uma garantia constitucional, aquele tal direito que todo brasileiro tem de “ir e vir”.

Acessibilidade não deve ser vista como bondade, como “diferencial”, tem que ser algo comum em todos os lugares e não apenas para alguns. Enfatizar a acessibilidade como um “diferencial” é transformar um direito de todo ser humano, que deveria ser normal, em algo segregador.

Dar condições de acessibilidade é cumprir a legislação,  e isso vale para todos e não apenas para alguns (que ainda se vangloriam por isso). É claro que até os conceitos de inclusão e normas de acessibilidade se tornarem algo comum ainda, vai demorar, pois é um aspecto cultural. Mas não pode se desenvolver uma cultura de que “aqui é melhor porque tem acessibilidade e atendimento preferencial”. Isso quem tem que dizer é o cliente e não o estabelecimento.

Neste sentido, algo que particularmente me preocupa é quando um local se proclama acessível, como marketing, é que pode estimular o preconceito. Porque pessoas que não estão acostumadas a conviver com a deficiência, podem passar a não frequentar aquele local, pelo mesmo motivo, infelizmente.

Porém, cabe ressaltar que não “fazer o marketing da acessibilidade” não significa não informar as condições de acessibilidade. Geralmente, alguém com deficiência gosta de saber com antecedência se o local está preparado. Assim, a atitude precisa ser informativa, em vez de promocional.

Postado por: LUIS DANIEL

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

ANTT garante condições de acessibilidade no transporte rodoviário de passageiros


07/08/2012
A Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT – estabeleceu, por meio da Resolução nº 3.871/2012, os procedimentos para assegurar condições de acessibilidade às pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida que utilizam o transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros.

Esses usuários têm direito a receber tratamento prioritário e diferenciado nos ônibus com segurança e autonomia, total ou assistida, sem pagar tarifas ou acréscimo de valores no preço das passagens.

As empresas de ônibus deverão adotar, 30 dias após a publicação da resolução, as providências necessárias para assegurar as instalações e serviços acessíveis, observando o Decreto nº 5.296/2004, as normas técnicas de acessibilidade da ABNT e os programas de avaliação de conformidade desenvolvidos e implementados pelo Inmetro.

Deverão providenciar os recursos materiais e o pessoal qualificado para atender os passageiros e divulgar, em local de fácil visualização, o direito a atendimento prioritário de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, inclusive com deficiência visual e auditiva.
As transportadoras deverão também avisar, com dispositivo sonoro, visual ou tátil, os pontos de parada entre a origem e o destino das viagens de forma a garantir as condições de acessibilidade. No embarque ou desembarque deverão apresentar as seguintes possibilidades:

- passagem em nível da plataforma de embarque e desembarque do terminal (ou ponto de parada) para o salão de passageiros;
- dispositivo de acesso instalado na plataforma de embarque, interligando-a ao veículo;
- rampa móvel colocada entre o veículo e a plataforma;
- plataforma elevatória; ou
- cadeira de transbordo.

Os passageiros poderão transportar, gratuitamente, os equipamentos que utilizam para sua locomoção, mesmo que extrapolem as dimensões e excedam os limites máximos de peso. Nesse caso, deverão informar à transportadora com antecedência mínima de 24 horas do horário de partida do ponto inicial. No caso de locomoção com cão-guia, o animal será transportado gratuitamente, no piso do veículo, próximo ao seu usuário.

De acordo com a resolução da ANTT, os ônibus interestaduais, com características urbanas, deverão ter 10% dos assentos disponíveis para o uso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, garantindo o mínimo de dois assentos, preferencialmente localizados próximos à porta de acesso.

Para assegurar as condições de acessibilidade, a frota total de veículos das transportadoras deverá ser fabricada ou adaptada. Até 2 de dezembro de 2014, as condições de acessibilidade para os veículos utilizados exclusivamente para o serviço de fretamento serão exigidos somente daqueles fabricados a partir de 2008. Após essa data, as condições de acessibilidade serão exigidas da totalidade da frota.

As empresas que descumprirem a resolução da ANTT estarão sujeitas à multa e os veículos poderão ser descadastrados do Sistema Informatizado da agência.

domingo, 12 de agosto de 2012

Companhias aéreas não estão prontas para auxiliar cadeirantes


Paraplégico, o escritor Marcelo Rubens Paiva passou por um situação desagradável ao ser "esquecido" no avião por funcionários da TAM no último domingo. A companhia, em nota oficial, afirmou que o ambulift, equipamento utilizado para efetuar o desembarque de cadeirantes, estava atendendo clientes de outros voos. O autor contou que demorou mais para deixar o avião do que a duração do voo entre Rio e São Paulo.
O caso coloca em dúvida o atendimento das empresas aos clientes em cadeira de rodas. No Brasil, segundo estatísticas, há 24,5 milhões de portadores de deficiência - muitos deles cadeirantes e com vida ativa, enfrentando problemas para se locomover não só pela cidade, mas também em viagens aéreas.
Cadeirante há pouco mais de um ano, o palestrante motivacional Janderson Viegas, de 21 anos, viajou com a família da namorada de Manaus para Fortaleza pela TAM no último mês de março e passou por problemas na hora do embarque, mas pôde contar com a ajuda de funcionários da empresa.
"Eles me deram uma cadeira adaptada. Meu assento era o primeiro, mas a cadeira não chegava até ali, então tive que ser carregado pelo meu sogro e dois funcionários da TAM", contou o jovem à reportagem. "Eles me ajudaram completamente quando eu precisei e a minha cadeira chegou sem problemas", completou.
O SRZD entrou em contato com as quatro principais companhias aéreas do país pedindo informações sobre o auxílio a passageiros em cadeira de rodas e constatou que os eventuais problemas não acontecem apenas na hora do embarque, mas antes mesmo da compra das passagens.
Identificando-se como cadeirante, o repórter ligou para o serviço de atendimento ao consumidor (SAC) da Azul, Webjet, TAM e Gol. Confira abaixo:
Azul - Na primeira tentativa, após explicada a situação, a atendente pediu um instante para confirmar informações e, em seguida, a ligação caiu. Na segunda tentativa, outra atendente informou que a companhia dispõe de rampas para o acesso nas aeronaves e que a cadeira de rodas precisa ser despachada. Diante do pedido de novas informações, mais um instante foi solicitado e a ligação voltou a cair.
Webjet - A atendente reconheceu que o site da empresa não dispõe da opção para solicitar auxílio a cadeirante no momento da compra, mas ela pode ser efetuada normalmente e o cliente deve ligar para a companhia solicitando a inclusão do serviço especial. A companhia se compromete em disponibilizar funcionários para auxiliar no embarque e desembarque.
TAM - A empresa também não tem a solicitação do serviço pela internet e o cliente precisa entrar em contato por telefone. A operadora informou que o passageiro tem a opção de embarcar com a cadeira ou despachá-la e usar uma da companhia. Há respaldo de funcionários no embarque, desembarque e, se necessário, durante a viagem. Disponibilizam ainda, se necessário, o ambulift.
Gol - A atendente informou que há auxílio para cadeirantes, mas não soube dar outras informações, como explicar se o passageiro teria que despachar sua cadeira ou não. Mediante solicitação de atendimento especial, o cadeirante precisa chegar duas horas antes do voo para fazer o embarque - aproximadamente uma hora de espera a mais que os outros passageiros em voos domésticos.
Fonte: SRZD

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Acessibilidade na 1ª Delegacia de Plantão da Policia Civil


A 1ª Delegacia de Plantão da Policia Civil de Uberaba passará por adequações e contara com uma sala no térreo onde funcionara o Cartório de Plantão para atender Pessoas com Necessidades Especiais, a iniciativa foi do Subinspetor da Policia Civil Jorge Henrique Severino. Além do Cartório de Plantão acessível, a Delegacia também contara com um Banheiro Adaptado.

Congratulações pela iniciativa Subinspetor Jorge Henrique Severino! 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Empresas terão de adaptar ônibus de viagens


As empresas de ônibus terão até o início de setembro para garantir condições de acessibilidade a pessoas com deficiência nas linhas interestaduais e internacionais. A obrigatoriedade foi definida por meio de resolução publicada nesta semana pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

A agência estabelece que as viações ofereçam meios para que cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida tenham acesso aos veículos. Entre as possibilidades sugeridas estão a instalação de elevadores ou a colocação de rampas móveis ligando o ônibus à plataforma. As companhias também podem oferecer cadeiras de transbordo, nas quais o passageiro é colocado ainda do lado de fora do coletivo. O equipamento, então, é erguido por funcionários. Para facilitar a subida, a cadeira tem rodas adaptadas, cujo eixo se inclina para facilitar a passagem pelos degraus.

Outra exigência da ANTT é para que as viações prestem informações acessíveis. "Assim, deve-se dispor de recursos materiais adequados, pessoal qualificado e sítio eletrônico acessível", informa o texto. O prazo para prestar as informações é de 110 dias - até fevereiro de 2013, portanto.
As empresas que não cumprirem as determinações podem receber multa de R$ 3.786,96, além de correr o risco de terem os veículos descadastrados da ANTT.

As viações que operam linhas interestaduais a partir do Grande ABC ainda não oferecem sistemas de acessibilidade. A equipe do Diário entrou em contato com os serviços de atendimento ao cliente das empresas 1001, Itapemirim e do grupo Gontijo/São Geraldo. Passando-se por um passageiro cadeirante, o repórter foi informado, em todas as companhias, de que não há à disposição cadeiras de transbordo ou rampas móveis. Nesses casos, o passageiro teria de ser erguido por funcionários e a cadeira de rodas colocada no bagageiro. O único direito da pessoa com deficiência nesses veículos é a disponibilidade de poltronas exclusivas.

Para associação, resolução ainda é tímida

A resolução para garantir acessibilidade nos ônibus interestaduais e internacionais é positiva, mas ainda carece de avanços. A opinião é do vice-presidente da Acid (Associação pela Cidadania da Pessoa com Deficiência), José Carlos Bueno. Ele sugere que haja espaço vazio para que as cadeiras de rodas sejam afixadas, como ocorre nos ônibus urbanos. "A cadeira é parte do passageiro."

Bueno critica o fato de a medida não valer para ônibus que circulam dentro do Estado. Uma viagem para Presidente Prudente, no interior de São Paulo, demora cerca de seis horas. Para uma cidade na divisa com Minas Gerais, o percurso demora pouco mais de uma hora.

A presidente da comissão da Pessoa com Deficiência da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Santo André, Karina Falcão, a resolução tem objetivo de reforçar a lei 10.098, de 2000, que define as condições de acesso para deficientes. Ela cobra que os funcionários recebam treinamento para proporcionar tratamento adequado.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Famílias de Uberaba, MG, se unem para manter aulas de Equoterapia


Grupo de pais, amigos e colaboradores se uniu para arrecadar fundos.
Com verba arrecadada foi possível ampliar número de atendimentos.
Luiz VieiraDo G1 Triângulo Mineiro


Fundada há aproximadamente 14 anos, a Associação Mineira de Equoterapia (AME), de Uberaba, no Triângulo Mineiro, enfrentava dificuldades para se manter em funcionamento e corria o risco de até mesmo interromper os atendimentos. Foi então que pais, amigos e colaboradores resolveram se unir para tentar reverter a situação. Eles criaram uma espécie de calendário onde organizam eventos para arrecadar fundos e desde então conseguiram ampliar o número de atendimentos e de funcionários.

Para Vânia Veloso Guimarães, mãe da praticante Maria Eduarda, os resultados da equoterapia são visíveis no desenvolvimento da filha. Ela descobriu o grupo quando a menina tinha três anos e foi diagnosticada com autismo. "Logo que eu tive o diagnóstico comecei a pesquisar e estudando ouvi falar que a equoterapia é um recurso interessante para o desenvolvimento do autista. Daí descobri que já existia a associação em Uberaba há alguns anos, mas estava bem no início e o trabalho quase que não tinha divulgação. Os médicos viram que realmente seria interessante para ela a equoterapia e então eu estou aqui tem nove anos. Neste tempo percebi muitas melhoras porque o autista é disperso e até a postura  Vânia.

Ainda de acordo com a mãe, quando ela conheceu o grupo a AME a instituição passava por dificuldades e estava prestes a fechar por falta de condições. Foi então que os pais decidiram fazer algo e organizaram uma festa junina para angariar fundos e pagar as contas. A ação teve resultado positivo e desde então o grupo investiu em mais eventos. "Foi nossa primeira festa e desde então fizemos outras edições e resolvemos organizar outros eventos durante o ano para ajudar a manter a associação. Antigamente eram cerca de 20 praticantes e hoje temos 83. Tínhamos dois funcionários e agora temos uma folha de pagamento de dez funcionários", completou Vânia.



Atualmente, a AME conta com profissionais para atendimento em diversas áreas, desde profissionais que trabalham com a equitação, até especialistas como fisoterapeutas, psicólogos e terapeutas. A Prefeitura e algumas empresas ajudam a associação com alguns recursos, mas são as ações das famílias que completam o orçamento.

O presidente da AME, Fernandino Ribeiro Guimarães, descobriu o grupo em 2002, quando colocou a filha Marina, na época com dois anos, portadora da Síndrome de Down, para participar da equoterapia. Para ele o desenvolvimento da filha foi surpreendente com a prática do esporte e a ideia é que a as atividades sejam ampliadas. "Desde que começou na equoterapia ela desenvolveu na postura, o comportamento e hoje está no programa avançado. A nossa proposta é conseguir com os eventos ampliar o atendimento para as famílias como, por exemplo, nós atendemos de segunda a sexta-feira e em três dias da semana atendemos só pela manhã. A nossa ideia era ampliar o atendimento para todos os dias o dia todo", finalizou.

Entenda os benefícios
Segundo o fisioterapeuta e equitador, Willian Rocha de Oliveira, a equoterapia é uma modalidade esportiva com diversos benefícios terapêuticos, que vão desde a melhora física até o desenvolvimento social dos integrantes. Ele lembrou que o desenvolvimento dos pacientes já proporcionou até mesmo a inserção ou reinserção de pacientes no mercado de trabalho.

"Os benefícios da atividade são observados em três esferas: a física, através do movimento terapêutico que o cavalo tem que promove ganhos no equilíbrio, na coordenação motora, na força muscular, na agilidade, na destreza; a outra esfera de ganho é a psicológica, que vai de encontro a toda a magnitude que é o trabalho com o cavalo, a questão do suporte, da força que ele transmite, gera benefícios na autoestima, na melhora da autonomia; e por último a esfera que envolve os aspectos ligados a questão social, conforme o praticante vai tendo ganhos na parte física e psicológica ele tem ganhos na esfera social, ou seja, as vezes ele não trabalhava estava afastado e passa a trabalhar como temos em alguns casos aqui na associação, em alguns casos a pessoa passa a ter um convívio melhor na própria família, o praticante acaba criando condições para participar de eventos esportivos", finalizou o fisioterapeuta.

Fonte: G1 Triangulo Mineiro Globo.com

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Justiça Eleitoral cria programa para garantir acessibilidade nas eleições


Jéfte AmorimDo NE10
Com base na Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência da Organização das Nações Unidas, assinada pelo Brasil, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está lançando o "Programa de Acessibilidade da Justiça Eleitoral". Instituído através da Resolução Nº 23.381/2012, o Programa tem como objetivo implantar melhorias de acessibilidade nos prédios da Justiça Eleitoral e locais de votação.

Para elaborar a Resolução, o TSE executou um diagnóstico nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e cartórios do país, baseado em questionários de avaliação das demandas locais. A partir da análise das estruturas, projetos em andamento e dificuldades regionais, além das demandas das próprias unidades do TSE, o órgão propôs um documento com recomendações e medidas a serem tomadas, aprovado pela Corte Eleitoral.

A aplicação das ações previstas no Programa de Acessibilidade, no entanto, será em etapas, devido à dependência do orçamento. Segundo a Justiça Eleitoral, ainda não há previsão final para aplicação total da Resolução, mas algumas medidas já têm sido tomadas para facilitar o acesso das pessoas com deficiência às urnas.

VOTAÇÃO - Os locais de votação devem ser acessíveis aos eleitores com deficiência ou com mobilidade reduzida, mas por serem de propriedade privada estão fora da jurisprudência da Justiça Eleitoral. É de responsabilidade dos TREs orientar os juízes eleitorais para requisitar locais que se adequem às demandas de todas as pessoas junto aos governos estaduais, municipais e órgãos privados.

De acordo com a Resolução recém-aprovada no TSE, os locais de votação devem ser periodicamente vistoriados para análise de acessibilidade e não podem ter obstáculos que impeçam ou dificultem o trânsito das pessoas com necessidades especiais às urnas. Além disso, as urnas devem ter teclado com braile e sistema de áudio para as pessoas com deficiência visual, com mesários treinados para atender às demandas nas seções em que se fizer necessário.

CADASTRO - Para solicitar um local especial, que atenda corretamente às demandas de acesso desse público, o Tribunal Superior Eleitoral alerta para a necessidade de os eleitores com deficiência informarem sua condição no cadastro eleitoral/título de eleitor. Este ano não é mais possível fazer a requisição, por ter expirado o prazo, mas terminadas as eleições, os cartórios abrirão novamente para o serviço.

Fonte: NE10