quarta-feira, 24 de maio de 2017

Em Uberaba, cadastramento biométrico é realizado em ação especial no Instituto dos Cegos

Por causa da Semana da Inclusão, pessoas com deficiência poderão fazer o cadastramento 

no local até o dia 26 de maio.


Pessoas com deficiência poderão fazer o cadastramento/recadastramento
biométrico com mais conforto nesta semana em Uberaba. Até o dia 26 de
maio, por causa da Semana da Inclusão, haverá atendimento especial no
Instituto dos Cegos, que fica na Rua Marquês do Paraná, nº 351, no Bairro
Estados Unidos, das 10h às 16h.
O objetivo da ação é facilitar o cadastramento biométrico dos eleitores com
deficiência, já que em Uberaba a biometria é obrigatória e quem não fizer
não poderá votar em 2018.
Além de um espaço totalmente acessível, tornando mais fácil a locomoção
e a interação, ainda haverá um intérprete de Libras no local. Dois kits de
coleta de dados biométricos estarão no Instituto dos Cegos para o atendimento
 dos eleitores que comparecerem. Em Uberaba, estão registrados no Cadastro
da Justiça Eleitoral como deficientes cerca de 1600 eleitores.
Na ocasião, os eleitores deficientes que ainda votam em seções normais
podem  solicitar a transferência para uma das 84 seções de fácil acesso 
do município. O eleitor deve levar documento oficial com foto, comprovante 
de endereço recente e o título (se tiver).
A Semana da Inclusão é uma iniciativa da 326ª Zona Eleitoral, de Uberaba, mas
abrange todas as zonas eleitorais do município. O evento acontece em parceria
com o Instituto dos Cegos e com a Secretaria de Desenvolvimento Social da
Prefeitura de Uberaba.

terça-feira, 23 de maio de 2017

BALANÇO GERAL - Uberaba: faltam acessibilidade e conscientização





Publicado em 22 de set de 2015
Na semana nacional da pessoa com deficiência nos estamos mostrando no Balanço Geral as dificuldades causadas pela falta de acessibilidade .Veja como estão as coisas em Uberaba.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Audiência no Ministério Publico há 8 anos





Audiência no Ministério Publico há 8 anos atrás para resolver um problema grave na época.
"A LIBERAÇÃO DE ALVARÁ DE FUNCIONAMENTO PARA O COMÉRCIO QUE NÃO TINHA RAMPA DE ACESSO."

G1 Cadeirante percorre ruas de Uberaba e mostra problemas





Publicado em 19 de mai de 2017

Cadeirante percorre ruas de Uberaba e mostra problemas de acessibilidade

Matéria publicada em 11/10/2014

G1 Triângulo Mineiro
http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/2014/10/cadeirante-percorre-ruas-de-uberaba-e-mostra-problemas-de-acessibilidade.html

domingo, 5 de março de 2017

QUEM DEPENDE MAIS DA ACESSIBILIDADE, EU OU VOCÊ QUANDO ENVELHECER?

Eu já estou acostumado com obstáculos nas calçadas. E você quando envelhecer?


Eu já estou acostumado com a ausência de rampas de acesso. E você quando envelhecer?


NÃO ESPERE ENVELHECER PARA SE PREOCULPAR COM A ACESSIBILIDADE!
ENTÃO, PENSE NO AMANHÃ! PENSE EM VOCÊ!
PROMOVA A ACESSIBILIDADE AGORA PARA VOCÊ TER O SEU DIREITO DE IR E VIR GARANTIDO NA SUA VELHICE.

sábado, 27 de setembro de 2014

Estacionamentos irregulares congestionam o trânsito

A falta de consciência ainda predomina na cidade
Está se tornando rotina verificar motoristas estacionados em locais proibidos, causando congestionamento nas vias e prejudicando o tráfego dos veículos, problema que vem ocorrendo constantemente na área central.

O ativista dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Israel Garcêz, enfatiza que é dever do condutor ter atenção para com as informações das placas de sinalização. “É preciso estar atento à correta utilização do espaço público, para não prejudicar os direitos coletivos, que, aliás, devem vir antes de qualquer necessidade pessoal. Estamos na Semana Nacional do Trânsito, mas o que vemos é que as pessoas não têm consciência e não pensam no próximo”, desabafou.

Conforme o chefe do setor de Trânsito e Estatística da Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes Especiais e Proteção de Bens e Serviços Públicos (Settrans), Hélio dos Reis Santos, “veículos que estacionam de maneira irregular nas vias prejudicam a circulação, comprometendo a segurança veicular do trânsito e das pessoas. São atitudes de falta de respeito às leis e normas que regem o trânsito no Brasil. Constantemente, a equipe da Settrans vem realizando blitz  educativas, mas a falta de consciência predomina”, advertiu. (SN)


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Leitor critica falta de acessos para cadeirantes em Uberaba

De acordo com Israel Garcêz, para o cadeirante 
andar em Uberaba, “tem que fazer malabarismo”
Leitor do Jornal de Uberaba, Israel Garcêz, entrou em contato com a equipe de reportagem do JU para falar sobre as obras de adequações viárias do BRT/Vetor, realizadas na avenida Leopoldino de Oliveira. Ele aponta que o canteiro central passou por obras, mas, até o momento não foram instaladas rampas de acesso para cadeirantes, nem para a estação tubo, localizada no canteiro central, nem para a travessia da avenida. “Aquilo lá é bem antigo. Quando começou o Água Viva, naquele local, havia rampas. O Água Viva  veio, não refizeram as rampas e, na época, até questionei e me disseram que iriam esperar as obras do BRT. Porém, agora, com o BRT, também não estão fazendo as rampas”, protestou.

De acordo com Garcêz, a acessibilidade para os deficientes físicos em Uberaba não é a ideal. “De 1 a 10, minha nota seria zero para Uberaba. Se fôssemos falar de transporte coletivo, minha nota seria outra, pois melhorou muito. Porém, quando falamos de calçadas, não existe fiscalização, o cidadão cai nos buracos e ninguém faz nada, além da falta das rampas de acesso, as quais, quando existem, estão fora dos padrões. Assim, é possível ver que, em questão de acessibilidade, Uberaba está deixando a desejar”, defendeu.

Garcêz, que é cadeirante, ressalta que há um número razoável de rampas na cidade, porém, há outros problemas com elas. “Não existem muitas rampas, mas tem algumas. Os problemas das existentes hoje é que, quando vem o recapeamento asfáltico, fica um ‘degrau’. Então, quando você sai da calçada para o asfalto, não consegue porque existe um ‘degrau’. Eles não fazem as coisas pensando na acessibilidade. E é uma coisa tão simples, porque a acessibilidade não é só para o cadeirante. Todo mundo, hoje, de mamando a caducando, depende da acessibilidade. Até antes de nascer, pois as mulheres grávidas, se não tiverem a acessibilidade, também terão dificuldades de locomoção”, acrescentou.

Além da falta de rampas no canteiro central da avenida Leopoldino de Oliveira, o leitor ainda aponta outro local em que ocorre o mesmo problema. “Em frente aos Correios ficou uma ilha. Nessa ilha, de acordo com o projeto que eu vi na Secretaria de Planejamento, deveriam ter sido feitas três rampas de acesso. Eu sempre passo por ali vigiando e constatei que eles fizeram o meio-fio, retirando dessa ilha pouco mais de um metro, e parece que se esqueceram das rampas, pois encheram de concreto. E agora para fazer as rampas? São algumas críticas que nós fazemos, mas o governo não vê por esse lado, o gasto de dinheiro público desnecessário. Dinheiro este que poderia ser investido em outras áreas ou até mesmo para tapar os buracos das calçadas”, afirmou.

Sobre as faixas de pedestres elevadas, Israel é direto. “As faixas de pedestres elevadas que foram feitas em quase toda a cidade são outro problema. Enquanto você está em cima dela é uma beleza, porém, quando você chega ao meio-fio, fica um buraco entre o meio-fio e a faixa. Um cadeirante que usa cadeira motorizada não passa, pois ela não empina e você tem que saber manobrar a cadeira. Tem que fazer malabarismo para andar em Uberaba. É igual àquelas pessoas que fazem trilha no meio do mato, porém, temos que fazer isso dentro da cidade”, concluiu.

A equipe de jornalismo do JU tentou entrar em contato com a RCA Construtora Ltda, empresa responsável pelas obras de adequação viária, e com a Prefeitura de Uberaba, porém, como o contato foi realizado após as 18h, ninguém atendeu. (DC)


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Lei Federal: Cadeirante Cobra Acessibilidade Na Av. Fidélis Reis

Usuário de cadeira de rodas cobra da prefeitura Municipal de Uberaba a acessibilidade na recém-reformada Av. Fidélis Reis. Segundo Israel Garcêz, durante as mudanças na avenida foi levado ao conhecimento dos responsáveis a necessidade de se colocar rampas para usuários de cadeira de rodas em respeito a Lei Federal sancionada em 2000.
Segundo ainda o cadeirante, foi levado ao conhecimento da PMU e também através de redes sociais, mas reclama que a obra foi inaugurada no último domingo com o Desfile de Sete de Setembro sem o devido cumprimento da lei.
Israel cobra também a fiscalização por parte da Secretaria de Trânsito nos locais que já existem as rampas, em que, pessoas sem consciência muitas das vezes param seus veículos obstruindo o acesso dificultando assim a locomoção por parte das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.” O Centro da cidade é o local com maior incidência e não à fiscalização” destaca.
LEI No 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000:
Esta Lei estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.


Fonte: Super30Noticias

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Cadeirante registra em vídeo falta de acessibilidade de 15 aeroportos da Copa

Vítima de paralisia cerebral, Nathalia Fernandez, de 23 anos, 
visitou as 12 cidades-sede do Mundial e gravou um documentário sobre as dificuldades dos passageiros com deficiências físicas

“Por um erro médico, tive paralisia cerebral na hora do parto. Desde então, tenho dificuldades de movimentar o lado direito do corpo. Isso nunca foi desculpa para que eu ficasse parada. Há dois anos fiz um intercâmbio para estudar inglês em Las Vegas, nos Estados Unidos. Quando fui buscar minhas malas no aeroporto, percebi que os fios da minha scooter (carrinho motorizado para quem tem mobilidade reduzida), que eu havia despachado de São Paulo, haviam quebrado durante o voo. Pensei: ‘Se isso aconteceu com uma bagagem especial, imagina com o resto. Imagina na Copa!
Voltei de viagem com aquele questionamento na cabeça. Queria saber como (e se) os nossos aeroportos estariam preparados para receber não só os turistas estrangeiros para o mundial, mas também os passageiros com deficiências físicas. Somos muitos. Precisava investigar. Como tenho dificuldades de digitar, e sou muito falante, o documentário me pareceu o formato ideal de fazer isso.
Ao longo de 2013, viajei pelas 12 cidades-sede da Copa do Mundo. Sempre de avião. A bordo da minha scooter, passei por 15 aeroportos. Um amigo-cinegrafista me acompanhou nos trajetos e não deixou de filmar uma cena sequer. Arquei com todas as despesas das viagens e tentei variar de companhias aéreas para experimentar os mais diversos tipos de atendimento. Para economizar, não desgrudava de sites de promoções de passagens aéreas. Como estava cursando Direito, não podia faltar na faculdade. A maior parte das viagens aconteceu nas férias letivas e nos finais de semana. Só faltei um dia na aula, uma sexta-feira.
Na maioria das viagens, eu não dormia na cidade. Chegava no aeroporto pela manhã, passava algumas horas lá, e voltava para casa no mesmo dia. Testava as barras de apoio dos banheiros, os adesivos antiderrapantes no chão e as plataformas elevatórias para embarque e desembarque de cadeirantes. Enchia os funcionários dos balcões de informação de perguntas. Observava quem estacionava nas vagas para deficientes e se havia táxis acessíveis na porta dos aeroportos.
Tive dificuldades com algumas companhias aéreas de conseguir assentos na primeira fileira do avião -- como garante a lei às pessoas com deficiência. Foi preciso argumentar intensamente com os funcionários de algumas empresas. Nos saguões de espera, vi muitos assentos especiais ocupados por não deficientes. Inclusive, por suas mochilas. Outra coisa que me chamou a atenção foi o uso inadequado de banheiros. Muitas pessoas, principalmente membros das tripulações, acabam usando as cabines reservadas porque têm espelhos maiores e são mais espaçosas. Uma tremenda falta de respeito, já que há muitos banheiros disponíveis para não deficientes.
Enquanto estava nos aeroportos, tentava olhar não só para as minhas próprias dificuldades, de locomoção, mas me colocar no lugar de pessoas com outros tipos de deficiência. Para os cegos, faltam informações em braile. Os surdos também passam por problemas complicados. Pouquíssimos funcionários sabem se comunicar em Libras (a Língua Brasileira de Sinais). Em um dos aeroportos, perguntei aos funcionários do posto de informação se falavam em Llibras. Com um sorriso, responderam: ‘Vai no grito mesmo’.
Em outro aeroporto, quando estava naquele ônibus que nos leva do terminal até o avião, pedi a um funcionário que me ajudasse a prender a cadeira de rodas em que me transportaram, pensando na segurança do transporte. Ele disse: ‘Não precisa, eu te seguro”. Pode não parecer, mas é muito perigoso para um cadeirante andar de ônibus sem cinto de segurança. Certa vez, fui esquecida dentro do avião e não tive ajuda para desembarcar. Sei que não foi por mal. É despreparo.
Como bacharel em Direito, li a fundo o que garante a legislação brasileira aos deficientes físicos. Não é pouca coisa. Na prática é que fica difícil. Posso dizer que nenhum dos aeroportos brasileiros que visitei está 100% preparado para receber passageiros com deficiências físicas. Mais do que estrutura para garantir a acessibilidade, é preciso preparo dos funcionários e respeito por parte de outros passageiros. É claro que no meio do caminho encontrei pessoas solícitas e dispostas a me ajudar. Minhas experiências mais positivas foram no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus (AM), e no Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre (RS).
Se os passageiros sem deficiência física já têm milhões de reclamações dos aeroportos, para nós, viajar de avião é ainda mais difícil. Acho que as companhias aéreas precisam enxergar as pessoas com deficiências físicas como consumidores, e não como exceções.  Até hoje, nunca viajei sozinha de avião dentro do Brasil. Por enquanto, acho que ainda não dá. Ficaria muito tensa.”

Assista abaixo o documentário produzido por Nathalia Fernandez sobre a acessibilidade nos aeroportos das cidades-sede da Copa.

 
  

Fonte: Revista Época