segunda-feira, 10 de julho de 2017

Deficiência

Quando um ventre se enche de vida, a esperança aflora no Mundo.
Os pais se preparam para receber alguém e se enchem de expectativas: Meu filho será belo, forte, saudável, feliz.
Ninguém pensa em coisas desagradáveis. Quando a criança nasce, contamos os dedinhos, avaliamos cuidadosamente cada centímetro do corpo, em busca da certeza de que tudo está bem.
Mas... E quando o anjo que chega tem as asas quebradas? Quando a criancinha traz os olhos velados, os ouvidos fechados, a voz emudecida?
Cegueira, paralisia, surdez, nanismo, Síndrome de Down. Nunca pensamos que o nosso filho possa ser portador de deficiências desse tipo. Não nos preparamos para isso.
E, por essa razão, choramos lágrimas amargas, certos de que Deus nos esqueceu ou nos castigou.
Enganosa conclusão.
Deus jamais castiga. Nosso Pai Divino, Perfeito e Bom, é todo amor por Seus filhos.
Então: O que aconteceu? Por que aconteceu? Por que comigo?
Essas perguntas, que nos transtornam as almas, muitas vezes permanecem sem resposta.
Mas, acredite que há uma forte razão para que isso tenha ocorrido.
Estamos todos inseridos em uma lei perfeita, que rege nossas vidas, de acordo com nossos atos e nossa capacidade de superação.
Assim, quem recebe uma criança deficiente, deveria fazer novas perguntas: Para que Deus me deu de presente um de Seus filhos, nessa circunstância?
Que tenho eu de tão especial e bom para que Ele me escolhesse para cuidar de um de Seus filhos mais necessitados de proteção e afeto?
Que lições posso tirar dessa experiência?
Sim, não se confia missões importantes a pessoas despreparadas. Para as situações mais delicadas, que exigem dedicação e maturidade, escolhem-se os mais dedicados e maduros.
E você acha que Deus sabe menos do que nós? Claro que não. Ele sabe escolher bem.
Por outro lado, muitas vezes, aquilo que imaginamos ser uma situação infeliz, torna-se um belo desafio. Ou uma oportunidade de renovação.
Basta descobrir a razão porque Deus nos permitiu passar por isso.
Se pensarmos assim, vamos descobrir uma força interior capaz de mover mundos. Uma capacidade de improvisar diante do inesperado.
E essa força será movida pelo amor.
Quem sabe se essa experiência é a que nos fará despertar para a desigualdade do Mundo em que vivemos?
Quem sabe se não é o estímulo que faltava para que olhássemos para os lados e víssemos que precisamos de escolas mais preparadas, de profissionais treinados, de ruas e prédios adequados?
Enfim, com a experiência de um ser amado, portador de deficiência, aprendemos a conviver e a amar muito os que são diferentes de nós.
E mais: descobrimos que a diferença está apenas na aparência, pois a alma é igual à nossa: cheia de sonhos e esperança.
Carente de respeito e, principalmente, de amor verdadeiro.
 Redação do Momento Espírita.
Disponível no livro Momento Espírita, v. 6, ed. FEP.
Em 9.1.2014.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Em Uberaba, cadastramento biométrico é realizado em ação especial no Instituto dos Cegos

Por causa da Semana da Inclusão, pessoas com deficiência poderão fazer o cadastramento 

no local até o dia 26 de maio.


Pessoas com deficiência poderão fazer o cadastramento/recadastramento
biométrico com mais conforto nesta semana em Uberaba. Até o dia 26 de
maio, por causa da Semana da Inclusão, haverá atendimento especial no
Instituto dos Cegos, que fica na Rua Marquês do Paraná, nº 351, no Bairro
Estados Unidos, das 10h às 16h.
O objetivo da ação é facilitar o cadastramento biométrico dos eleitores com
deficiência, já que em Uberaba a biometria é obrigatória e quem não fizer
não poderá votar em 2018.
Além de um espaço totalmente acessível, tornando mais fácil a locomoção
e a interação, ainda haverá um intérprete de Libras no local. Dois kits de
coleta de dados biométricos estarão no Instituto dos Cegos para o atendimento
 dos eleitores que comparecerem. Em Uberaba, estão registrados no Cadastro
da Justiça Eleitoral como deficientes cerca de 1600 eleitores.
Na ocasião, os eleitores deficientes que ainda votam em seções normais
podem  solicitar a transferência para uma das 84 seções de fácil acesso 
do município. O eleitor deve levar documento oficial com foto, comprovante 
de endereço recente e o título (se tiver).
A Semana da Inclusão é uma iniciativa da 326ª Zona Eleitoral, de Uberaba, mas
abrange todas as zonas eleitorais do município. O evento acontece em parceria
com o Instituto dos Cegos e com a Secretaria de Desenvolvimento Social da
Prefeitura de Uberaba.

terça-feira, 23 de maio de 2017

BALANÇO GERAL - Uberaba: faltam acessibilidade e conscientização





Publicado em 22 de set de 2015
Na semana nacional da pessoa com deficiência nos estamos mostrando no Balanço Geral as dificuldades causadas pela falta de acessibilidade .Veja como estão as coisas em Uberaba.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Audiência no Ministério Publico há 8 anos





Audiência no Ministério Publico há 8 anos atrás para resolver um problema grave na época.
"A LIBERAÇÃO DE ALVARÁ DE FUNCIONAMENTO PARA O COMÉRCIO QUE NÃO TINHA RAMPA DE ACESSO."

G1 Cadeirante percorre ruas de Uberaba e mostra problemas





Publicado em 19 de mai de 2017

Cadeirante percorre ruas de Uberaba e mostra problemas de acessibilidade

Matéria publicada em 11/10/2014

G1 Triângulo Mineiro
http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/2014/10/cadeirante-percorre-ruas-de-uberaba-e-mostra-problemas-de-acessibilidade.html

domingo, 5 de março de 2017

QUEM DEPENDE MAIS DA ACESSIBILIDADE, EU OU VOCÊ QUANDO ENVELHECER?

Eu já estou acostumado com obstáculos nas calçadas. E você quando envelhecer?


Eu já estou acostumado com a ausência de rampas de acesso. E você quando envelhecer?


NÃO ESPERE ENVELHECER PARA SE PREOCULPAR COM A ACESSIBILIDADE!
ENTÃO, PENSE NO AMANHÃ! PENSE EM VOCÊ!
PROMOVA A ACESSIBILIDADE AGORA PARA VOCÊ TER O SEU DIREITO DE IR E VIR GARANTIDO NA SUA VELHICE.

sábado, 27 de setembro de 2014

Estacionamentos irregulares congestionam o trânsito

A falta de consciência ainda predomina na cidade
Está se tornando rotina verificar motoristas estacionados em locais proibidos, causando congestionamento nas vias e prejudicando o tráfego dos veículos, problema que vem ocorrendo constantemente na área central.

O ativista dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Israel Garcêz, enfatiza que é dever do condutor ter atenção para com as informações das placas de sinalização. “É preciso estar atento à correta utilização do espaço público, para não prejudicar os direitos coletivos, que, aliás, devem vir antes de qualquer necessidade pessoal. Estamos na Semana Nacional do Trânsito, mas o que vemos é que as pessoas não têm consciência e não pensam no próximo”, desabafou.

Conforme o chefe do setor de Trânsito e Estatística da Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes Especiais e Proteção de Bens e Serviços Públicos (Settrans), Hélio dos Reis Santos, “veículos que estacionam de maneira irregular nas vias prejudicam a circulação, comprometendo a segurança veicular do trânsito e das pessoas. São atitudes de falta de respeito às leis e normas que regem o trânsito no Brasil. Constantemente, a equipe da Settrans vem realizando blitz  educativas, mas a falta de consciência predomina”, advertiu. (SN)


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Leitor critica falta de acessos para cadeirantes em Uberaba

De acordo com Israel Garcêz, para o cadeirante 
andar em Uberaba, “tem que fazer malabarismo”
Leitor do Jornal de Uberaba, Israel Garcêz, entrou em contato com a equipe de reportagem do JU para falar sobre as obras de adequações viárias do BRT/Vetor, realizadas na avenida Leopoldino de Oliveira. Ele aponta que o canteiro central passou por obras, mas, até o momento não foram instaladas rampas de acesso para cadeirantes, nem para a estação tubo, localizada no canteiro central, nem para a travessia da avenida. “Aquilo lá é bem antigo. Quando começou o Água Viva, naquele local, havia rampas. O Água Viva  veio, não refizeram as rampas e, na época, até questionei e me disseram que iriam esperar as obras do BRT. Porém, agora, com o BRT, também não estão fazendo as rampas”, protestou.

De acordo com Garcêz, a acessibilidade para os deficientes físicos em Uberaba não é a ideal. “De 1 a 10, minha nota seria zero para Uberaba. Se fôssemos falar de transporte coletivo, minha nota seria outra, pois melhorou muito. Porém, quando falamos de calçadas, não existe fiscalização, o cidadão cai nos buracos e ninguém faz nada, além da falta das rampas de acesso, as quais, quando existem, estão fora dos padrões. Assim, é possível ver que, em questão de acessibilidade, Uberaba está deixando a desejar”, defendeu.

Garcêz, que é cadeirante, ressalta que há um número razoável de rampas na cidade, porém, há outros problemas com elas. “Não existem muitas rampas, mas tem algumas. Os problemas das existentes hoje é que, quando vem o recapeamento asfáltico, fica um ‘degrau’. Então, quando você sai da calçada para o asfalto, não consegue porque existe um ‘degrau’. Eles não fazem as coisas pensando na acessibilidade. E é uma coisa tão simples, porque a acessibilidade não é só para o cadeirante. Todo mundo, hoje, de mamando a caducando, depende da acessibilidade. Até antes de nascer, pois as mulheres grávidas, se não tiverem a acessibilidade, também terão dificuldades de locomoção”, acrescentou.

Além da falta de rampas no canteiro central da avenida Leopoldino de Oliveira, o leitor ainda aponta outro local em que ocorre o mesmo problema. “Em frente aos Correios ficou uma ilha. Nessa ilha, de acordo com o projeto que eu vi na Secretaria de Planejamento, deveriam ter sido feitas três rampas de acesso. Eu sempre passo por ali vigiando e constatei que eles fizeram o meio-fio, retirando dessa ilha pouco mais de um metro, e parece que se esqueceram das rampas, pois encheram de concreto. E agora para fazer as rampas? São algumas críticas que nós fazemos, mas o governo não vê por esse lado, o gasto de dinheiro público desnecessário. Dinheiro este que poderia ser investido em outras áreas ou até mesmo para tapar os buracos das calçadas”, afirmou.

Sobre as faixas de pedestres elevadas, Israel é direto. “As faixas de pedestres elevadas que foram feitas em quase toda a cidade são outro problema. Enquanto você está em cima dela é uma beleza, porém, quando você chega ao meio-fio, fica um buraco entre o meio-fio e a faixa. Um cadeirante que usa cadeira motorizada não passa, pois ela não empina e você tem que saber manobrar a cadeira. Tem que fazer malabarismo para andar em Uberaba. É igual àquelas pessoas que fazem trilha no meio do mato, porém, temos que fazer isso dentro da cidade”, concluiu.

A equipe de jornalismo do JU tentou entrar em contato com a RCA Construtora Ltda, empresa responsável pelas obras de adequação viária, e com a Prefeitura de Uberaba, porém, como o contato foi realizado após as 18h, ninguém atendeu. (DC)


quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Lei Federal: Cadeirante Cobra Acessibilidade Na Av. Fidélis Reis

Usuário de cadeira de rodas cobra da prefeitura Municipal de Uberaba a acessibilidade na recém-reformada Av. Fidélis Reis. Segundo Israel Garcêz, durante as mudanças na avenida foi levado ao conhecimento dos responsáveis a necessidade de se colocar rampas para usuários de cadeira de rodas em respeito a Lei Federal sancionada em 2000.
Segundo ainda o cadeirante, foi levado ao conhecimento da PMU e também através de redes sociais, mas reclama que a obra foi inaugurada no último domingo com o Desfile de Sete de Setembro sem o devido cumprimento da lei.
Israel cobra também a fiscalização por parte da Secretaria de Trânsito nos locais que já existem as rampas, em que, pessoas sem consciência muitas das vezes param seus veículos obstruindo o acesso dificultando assim a locomoção por parte das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.” O Centro da cidade é o local com maior incidência e não à fiscalização” destaca.
LEI No 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000:
Esta Lei estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.


Fonte: Super30Noticias